Por Bruna Torres

Sempre apostei muito nos computadores como plataforma caseira para games. Costumo jogar muito mais neles, do que em qualquer outro console. Em computadores, o preço dos jogos é mais barato, os gráficos podem ser super realistas, e ainda, é possível jogar online. Claro, isso poderia ser vantagem há alguns anos atrás, mais precisamente quando só os PCs disponibilizavam partidas onlines. Hoje em dia, consoles de última geração, como o Xbox 360 da Microsoft, o Playstation 3 da Sony, e o famoso da Nintendo, o Wii, têm serviços onlines.
Comprar um computador hoje em dia está muito fácil. As lojas dividem em várias parcelas, na maioria das vezes sem juros, o que facilita muito mais a compra. Mas essas máquinas costumam ser para usuários que não jogam. Um computador capaz de reproduzir os jogos atuais é um entretenimento que sai caro. Ele requer um bom processador, uma boa placa de vídeo, boas memórias RAM e um bom espaço no disco rígido. É aí que o bolso dos consumidores pesa, pois um PC com um hardware assim não se compra por um preço barato.
Outro fator é a manutenção. Computadores para jogos eletrônicos costumam ficar obsoletos muito rápido. Para acompanhar a tecnologia e continuar com os gráficos bons de um jogo de última geração, o consumidor precisa sempre atualizar o computador. O hardware (processador, placa de vídeo, memória RAM, etc) tem que ser trocado todo ano, se quiser as configurações gráficas do jogo no máximo. Para os jogadores que não se preocupam tanto com a qualidade visual representada no game, o computador pode durar até cinco anos.

Por estes motivos, muitos preferem apostar nos consoles de mesa modernos, que são o Xbox 360, o Playstation 3 e o WIi. Além disso, os portáteis PSP (Playstation Portable), também da Sony, e o Nintendo DS estão entre os mais vendidos. Estes dois últimos também disponibilizam partidas onlines, e ainda, podem ser levados para qualquer lugar, devido ao tamanho.
A saída que muitos encontram, é fazer uma combinação notebook mais console. O notebook para tarefas que não exigem um hardware tão potente, como mandar e-mails e acessar a internet, e o console, para jogar os games atuais. Esse combo notebook + console sai mais barato que um computador de alto desempenho.
Com os consumidores migrando para outras plataformas, os desenvolvedores de games para o PC também estão apostando nos consoles – não que esqueceram os computadores, isto está longe de acontecer. Um exemplo desta mudança é com o jogo Gears of War, que vendeu pouco na versão para computador, o que fez com que o segundo da série só seja para consoles de mesa.
Na verdade, um dos grandes problemas de tudo isso é a pirataria. Por mais que jogos de PC custem muito mais barato, as pessoas preferem comprar o jogo por R$ 10,00 ou baixá-lo da Internet. Segundo Cliff Bleszinski, designer do jogo Gears of War, esse foi o principal motivo para que o Gears of War 2 seja exclusivo para Xbox 360. A pirataria fez com que perdessem muito dinheiro na venda do primeiro.
Claro que a técnica milenar dos piratas, essa forma malandra, sedutora e mais barata, está presente em todos os consoles, além do computador. Enquanto as pessoas continuarem a achar que não é errado piratear, a situação não vai mudar. Acredito que a plataforma PC para jogos nunca vá acabar. Pode perder jogadores, mas acabar, nunca. Isso porque jogar em computador ainda tem vantagens, como por exemplo, os games em primeira pessoa, que são muito melhores de serem jogados no teclado e mouse. Se depender de mim, pelo menos uma pessoa ainda jogará em PC.