Por Vivi Forever Psycho Werneck
Mais uma vez de volta do exílio (está cada vez mais difícil fugir de Askaban), estou aqui novamente compartilhando, com meus queridos e pequeninos amiguinhos leitores herculoides*, um pouco mais de minha infância gamer perturbada, o que resultou em um ser épico piromaníaco-sociopata e esviscerador de orcs. No capítulo de hoje, desmembrarei um episódio muito macabro de minha loooonga jornada gamística: o dia em que minha “querida” madrinha resolveu me dar um jogo de videogame.
Tá, vocês podem me perguntar: “mas o que isso tem de macabro desmiolada mulher?” Para responder a isso farei uma breve sinopse desse ente maldito…
Minha “amada” madrinha é conhecida por destruir os sonhos das crianças em prol de manter uma pseudo-moralidade infantil. Em seu discurso impera o seguinte jargão: “Menino só brinca de carrinho e menina só brinca de boneca, porra!!!”. Sabendo disso, pode-se imaginar o “naipe” dos presentes que eu ganhava na infância: laçinhos de cabelo rosa com frufru, que mais pareciam para-raios na cabeça; vestidinhos de saia rodada cheio de babados, bem no estilo “mamãe ainda sou virgem” e ela… O demônio… O ser que renasceu dos infernos só para comer nossos cérebros esclerosados… A Barbie!!! Nããããããããoooooo…
Pois é minha gente, todo ano ganhava uma filha de Ogum dessas! Uma merda! Minha mãe adorava é claro. Ela usava esses bichos de cabelo de náilon para enfeitar a estante da sala e tapar as manchas de vazamento do cano de água, consequentes da última reforma frustrada do meu avô.
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de um game em específico (sim moralistas hipócritas de plantão, dessa vez vocês “venceram”!). O nome do amado réu é Carmageddon! Yeeaaaahhh!!!
A pequena Vivi Psycho, com apenas 11 aninhos, estava toda serelepe, feliz da vida, porque iria visitar o titio encapetado na casa dele num condado, digo, cidade próxima a dela. Motivo de toda serelepisse? O titio do demo tinha um bar, no alto do morro dos ventos uivantes, “muito bem” frequentado, que tinha um fliperama!!! Aêê… Tá certo que ele não me deixava jogar de graça, porque a máquina era alugada, mas era o único bar que minha mãe deixava eu freqüentar naquela idade.
Hoje em dia, com toda essa inovação técnica e com personagens de jogos que até parecem reais, é de se entender (ou pelo menos tentar entender) porque alguns filhinhos do demo carente desenvolvem estrabismo agudo de tanto ficar com os olhinhos tarados fixados na telinha do computador, ou da TV. Agora….. (vamos começar a avacalhação…) ter sonhos eróticos com joguinhos porn-trash do Atari 2600, nem se fosse aspirante a Papa!!! Tá, eu sei que alguma alma do 4º inferno de Dante pode incorporar em algum bicho decadente e dizer:
Lembro que fui jogar com ele um joguinho de arena (não me lembro qual), do tipo cooperativo, daqueles em que você não se f… sozinho. O game era ambientado na Segunda Guerra Mundial (tem gente aí que agora vai ter um orgasmo! rss) e seu objetivo, neste modo de arena “cooperativa”, era pegar a bandeirinha do grupo adversário e trazer para sua base…… Mas que coisa ridícula!!! No meio da guerra, o mundo se comendo (uuiiii…) na bala e você brincando de bandeirinha com os seguidores de Satã??? Ah… Faça-me o favor!!! Mas, enfim…
antes, mas de alguma forma obscura ele conhecia meu gosto por games. “Caaara, eu também sou doente por jogos”, ele continuou. Bom, que ele tem cara de doente realmente não precisava falar. Mas onde quero chegar com essa encheção de linguiça? (agora sem trema)
personagens comiam comida (óóó…) de procedência duvidosa – encontrada pelo chão e latas de lixo – e milagrosamente recuperavam sua energia (alguém já adivinhou onde isso vai acabar?). Pois bem, a anta virtual, no auge dos seus 8 aninhos (eu já era bem mais inteligente nessa época!), estava num churrasco na casa da tia e percebeu que tinham vários pedaços de carne na lixeira. Como ele estava afim de impressionar uma menininha (que deve rir da cara dele até hoje), o animal resolveu comer a carne mutante, de tão verde que já estava, e provar que podia ficar mais forte.
minha diversão nos joguinhos de administrar cidades e parquinhos era montar tudo e depois começar a dar uma de deusa renegada e sair destruindo tudo com furações, maremotos, tempestades, ataques de mulas psychos e por aí vai. Já em The Sims juro que, a princípio, a minha intenção foi levar uma vidinha pacata e usual, até porque no jogo não dá para ser muito diferente disso.
Então resolvi me aventurar no computador da minha priminha patty adolescente *Oh céus!*. Depois de esperar, quase 15 minutos, a pobre máquina jurássica carregar de tanto ícone de jogos da Barbie que tinha no desktop, vi um pequeno ícone – destacado em meio a um pandemônio de florzinhas e carinhas de bonecas na área de trabalho – que me chamou a atenção:
Last Escape, para PC (já comecei light!). Tudo ia bem até aqueles defuntos malditos começarem a correr, digo, se rastejar atrás de mim! Eu odeeeeio defunto teimoso! Cara, o bicho já morreu! Conforme-se e apodreça em paz! Também já perdi boa parte dos meus neurônios (devorados por zumbis) em joguinhos fofoletes como: Doom 3, Quake e Left 4 Dead (este último ainda não tive coragem de jogar – Fiquei sabendo que os defuntos tomam esteróides e anabolizantes!).
chamado quarto. O suor corria pela minha testa, sentia um leve desconforto estomacal (conhecido como gastrite) e piscava os olhos o suficiente apenas para não secar meu globo ocular, quando de repente….. Aaaaaahhhh!!!!!!!! Dei um grito desesperador, que veio do útero, com a cena mais traumatizante que já vi em toda minha vida………. Minha avó saindo do banho e perguntando: Viviiiii cadê minha toaaaalha??? *voz em slow motion para dar mais medo* Caraca!!! Ver minha avó pelada realmente foi a visão do inferno! Nem todos os defuntos do mundo juntos me assustariam mais!!!
O primeiro grande estresse da minha longa jornada gamer foi o adorável bichinho espinhoso: o Sonic. Vamos lá… Mandei ver nas primeiras fases e lá vem o estágio maremoto. O pequeno tender azul mal consegue “andar” direito, em um dos raros momentos em que ele fica totalmente lerdo. É claro que é só com você, já que parece que o restante dos filhos de Ogum dos bichinhos acoplaram tanques de N2O no @$#% e se movimentam mais rápidos que nunca!
Eu só ODEIO é aquela pirralhada, praticamente saída de algum reduto Orc pela devastação que proporcionam em tão pouco tempo, invadindo o meu quarto e começando a me encher o saco: “Tiiiia, posso jogar o seu vídeo gaaaaaame???”. Primeiro, tia é o &%$@!!! Segundo, guardo praticamente como relíquias o meu Atari, meu saudoso Master System (Aquele Super-Compact e sem fio!) e meu sempre companheiro Mega Drive para me aparecer uns Pokémons dos infernos e pedir para jogar? Ora, veja só!







